Veja como foi a “força-tarefa” do Santos para manter Luan Peres

O Santos precisou de muito esforço e paciência para assegurar a permanência de Luan Peres ao menos para as semifinais da Libertadores da América contra o Boca Juniors (ARG), nos dias 6 e 13 de janeiro.

A negociação começou há vários dias e teve Walter Schalka, membro do Comitê de Gestão de Andrés Rueda, como protagonista. E alguns coadjuvantes facilitaram as coisas.

Schalka é um renomado empresário e reconhecido pela habilidade de negociação. Do México, onde passa férias, o gestor conversou com o Brugge madrugadas adentro para viabilizar a extensão do empréstimo. A diferença de sete horas no fuso horário para a Bélgica tornou as tratativas ainda mais complicadas.

Walter Schalka contou com uma ajuda fundamental: a do próprio Luan Peres. O zagueiro falou com o Brugge sobre o desejo de disputar a Libertadores e do sentimento de decepção se tivesse que voltar antes das maiores partidas da temporada.

Outro personagem importante é Cuca. O técnico conversou com Luan Peres e seus empresários, além de Rueda e Schalka. Só faltou ligar para o Brugge. Ele demonstrou a todo momento o quanto é imprescindível ter seu zagueiro canhoto titular.

Andrés Rueda, presidente eleito e à frente do clube em janeiro, monitorou a situação, introduziu Walter Schalka na negociação e reforçou o discurso sobre credibilidade. O Brugge estava receoso após calote do ex-presidente José Carlos Peres.

José Renato Quaresma, outro membro do Comitê de Gestão e responsável por ser o “espelho” do departamento de futebol, também teve papel preponderante. Ele ouviu Cuca, manteve contato frequente com Schalka e deu conselhos sobre como “driblar” o Brugge.

“Walter Schalka e Cuca foram fundamentais. Que o Santos volte a ter a credibilidade que merece e perdeu, infelizmente”, disse Fabio Baitler, empresário de Luan Peres, à Gazeta Esportiva.

Presidente em exercício, Orlando Rollo deu liberdade a Andrés Rueda e seus pares para negociar com o Brugge. O superintendente de esportes Felipe Ximenes pouco participou.