Tetracampeão conquistou primeiro pódio da Aston Martin na etapa do último fim de semana, em Baku; monegasco foi seu ex-companheiro de equipe em 2019 e 2020 na Ferrari

Depois de dois anos turbulentos na Ferrari em 2019 e 2020, Sebastian Vettel encarou um novo desafio na Aston Martin na atual temporada da Fórmula 1. A adaptação não foi fácil e o tetracampeão se viu em baixa diante do colega Lance Stroll. Mas depois de um desempenho positivo em Mônaco, seu primeiro pódio veio com um segundo lugar no GP do Azerbaijão no último domingo, resultado que o surpreendeu por trazer de volta o gosto da competitividade – sobretudo contra um antigo companheiro.

Fiquei muito surpreso quando me vi na corrida, à vontade, seguindo a AlphaTauri de Yuki Tsunoda e perseguindo Charles Leclerc e pressionando-o. Eu tinha certeza que em algum momento começaria a melhorar. Mônaco também fo ótimo, ivemos um bom resultado lá, então isso ajuda – disse o alemão.

Ex-piloto da Ferrari entre 2015 e 2020, o alemão ocupava a vaga de principal piloto da escuderia até a chegada de Charles Leclerc, com o qual protagonizou uma rivalidade intensa, superado no Mundial de Pilotos por duas vezes.

Na classificação recheada de bandeiras vermelhas em Baku, o tetracampeão obteve apenas o 11º lugar no grid de largada. Mas no domingo, além de uma boa largada que o colocou três posições à frente, a estratégia de tardar a troca de pneus o deixou entre as primeiras colocações na corrida vencida por Sergio Pérez – a vantagem do mexicano da RBR foi de apenas 1s3.

Demorei um pouco mais do que queria para chegar ao meu melhor desempenho e me acostumar com o carro. Podemos dizer que isso alivia um pouco a pressão. As expectativas são muito altas no início do ano, então foi bom obter um resultado positivo no principado (Mônaco) e em Baku, outro circuito de rua nos quais acho que se sentir seguro com o carro pode fazer a diferença – adicionou.

Vettel celebra primeiro pódio da Aston Martin: “Nas nuvens”

O alemão já vinha de um bom resultado no GP de Mônaco, o qual terminou em quinto lugar com direito a uma das poucas ultrapassagens da prova, sobre Pierre Gasly, da AlphaTauri. O desempenho foi considerado brilhante por Otmar Szafnauer, chefe da Aston Martin.